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Ceará

Publicada em 15/12/17 as 06:36h - 29 visualizações
46 municípios estão em regime de contingência

Ipu News


Até este mês, pelo menos 46 municípios permanecem em regime de contingência na oferta de água para o abastecimento dos moradores. Outros 105 estão com garantia de fornecimento do recurso hídrico até a próxima quadra chuvosa em 2018. Os dados são da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), que atende a 151 cidades da Região Metropolitana de Fortaleza e do Interior. Outras 33 são abastecidas por sistemas autônomos municiais (SAAE).

Se não chover logo, o número de cidades que enfrentam as chamadas medidas de contingência deve aumentar. A situação mais crítica de abastecimento ocorre em Acopiara, Alto Santo, Aracati, Araripe, Aratuba, Baixio, Beberibe, Campos Sales, Cariús, Cascavel, Catarina, Catunda, Crateús, Ererê, Farias Brito, Ibaretama, Ibicuitinga, Independência, Ipaumirim, Iracema, Itapiúna, Jaguaretama, Jaguaruana, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Mulungu, Nova Olinda, Pacoti, Palmácia, Parambu, Pereiro, Piquet Carneiro, Potengi, Potiretama, Quixeré, Reriutaba, Russas, Salitre, Senador Pompeu, Tamboril e Umari.

O esforço do governo do Estado é de encontrar soluções conjuntas para manter o abastecimento por várias ações que incluem perfuração de poços profundos e rasos, instalação de adutoras de montagem rápida, recuperação de antigos cacimbões, instalação de dessalinizadores, aeradores para retirada do excesso de ferro, distribuição por carros-pipa, implantação de chafarizes, do poço de Jacó (escavação de um enorme buraco em áreas de aluviões), feito, por exemplo, em Quixeramobim, e redução de pontos de vazamentos.

Alerta

O diretor de Unidades de Negócios do Interior da Cagece, Hélder Cortez, disse que a situação hídrica no Estado continua sendo de alerta. "Não temos registro de um ciclo de seca de seis anos seguidos, de enormes dificuldades para manter o abastecimento das cidades", observou. "Antes enfrentamos períodos de dois, até quatro anos, mas com esse prolongamento não me recordo. É a situação mais difícil que estamos passando".

O temor dos técnicos é de continuidade do atual ciclo de chuvas abaixo da média, dificultando ainda mais o abastecimento dos centros urbanos. "Esperamos que acabe e essa é a nossa expectativa. Vamos aguardar para janeiro a previsão da Funceme", disse Hélder Cortez. O Castanhão, maior açude do Ceará, tem menos de 3% de suas reservas. Se persistir para sete anos o atual ciclo de estiagem haverá grandes dificuldades para manter o abastecimento de dezenas de cidades no Interior. Muitos mananciais estão no limite da próxima quadra chuvosa (fevereiro a maio).

Durante o período chuvoso passado, houve melhoria do nível de açudes nas Bacias Hidrográficas das regiões Metropolitana, Litoral, Coreaú e Acaraú, que ficam no Norte do Estado. Entretanto, o quadro permaneceu crítico, ou seja, sem recarga no Centro e no Sul do Estado, onde estão os principais reservatórios (Orós, Castanhão e Banabuiú) e as nascentes de seus rios (Jaguaribe e Salgado). Inhamuns e os Sertões de Crateús também sofrem com a escassez de água e dependem de transferência por meio de adutoras.

"A crise está nos ensinando e hoje o processo é de inclusão, busca de várias alternativas conjuntas, perfurando poços em açudes e rios secos", observou Cortez. "A situação do Estado não é mais grave porque o Ceará se preparou e a crise e soluções são discutidas todas as semanas no Comitê da Seca e no Grupo de Trabalho de Contingência".



G1   CE





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